EU
- WelmaBv.
- 17 de out. de 2015
- 1 min de leitura

Estou a tentar chegar até mim.
Descobrir, entender.
Quero que tudo pare de ser sobre ti,
Eu preciso muito mais de mim.
Preciso acordar,
Preciso ser a minha própria salvação
E superar, sobreviver.
Doloroso.
É imperdoável!
O que raio estou a fazer comigo mesma?
Já não sei onde estou,
Reconheço o rosto no espelho
Mas procuro pelo brilho no olhar.
Já se foi.
Lembranças flutuam a minha volta,
Não as consigo alcançar.
Sou a minha pior inimiga,
Culpo o mundo injustamente,
Mas a sociedade?
A sociedade é a personificação da maldade.
Tenho estado mais sozinha,
Mais pensativa.
Mentalmente me julgando,
Por falhas
Até mesmo vitórias.
Sinto que mudei,
Mudei por alguém.
Tranquila
Calma
Me desfazendo de mim.
Podia ter sido algo bom,
Podia ter melhorado o que estava errado,
Mas eu me desfiz,
Não tenho como pegar os pedaços.
O tempo,
Que um dia foi meu amigo
Me condena.
E as memórias parecem tão antigas.
Como uma criança que foge de casa,
Eu corri
E fugi de mim mesma.
Mas agora tenho saudades,
Quero voltar.
Estou perdida numa rua escura
Preciso de mim.
Preciso encontrar a luz dentro de mim.
E desta vez.
E desta vez vou cuidar de mim,
E desta vez prometo não largar a minha própria essência
Porque sem ela, já não sei quem sou.
Mas não sei como ...
Não consigo voltar a ser eu mesma.
Vou para todo sempre me lamentar.
Mas,
Mesmo sem enxergar
Talvez esteja a construir algo melhor,
Alguém melhor,
Um novo Eu que para sempre irei amar
Mesmo que outros se recusem a tal,
Porque nunca ninguém me vai amar
COMO EU.
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